quarta-feira, janeiro 05, 2005

O Fantasma da Ópera de Joel Schumacher

Realizador:Joel Schumacher... é possivelmente o realizador mais imprevisível de Hollywood. Tão depressa está a fazer um filme intimista e com custos reduzidos ("Tigerland", "Veronica Guerin", "Time to Kill" e até o próprio "Phone Booth"), como a seguir está a fazer algo com todos os recursos à sua consideração ( "Batman Forever", "Batman & Robin" e agora "O Fantasma da Opera). Para além de ser um realizador que alterna o muito bom com o muito mau, depois do "experimental" "TIGERLAND", fez o miserável "BAD COMPANY".

Neste "O Fantasma da Ópera", Schumacher entra também num novo contexto, o filme de amor, o excessivo romantismo, tema que nunca de forma tão declarada tinha abordado. E o resultado não é mau de todo, mas dá para reparar que não é um realizador talhado para contar uma história de amor. Em termos gerais o filme é bastante agradável, apresentando momentos límpidos de cor, contrastando com momentos de preto&branco sujos. Sendo nestes momentos sujos que Schumacher se sai melhor é mais o seu clima, mais intimista, não tão romantico. Mas a cor tinha que lá estar, ou não fosse este filme um musical, assinado por Andrew Lloyd Webber, que assinou o guião com o próprio realizador. O melhor da estética do filme provem da luz das velas e dos dourados das decorações.

Em relação à musica, tem momentos de excelente colagem com as imagens provocando em 4 ou 5 momentos um efeito de "pele de galinha"... o que não é muito vulgar na minha pessoa. Mas para compensar existe um momento em que a música excede a sua época e passa para contornos mais modernos, o que não fica tão bem, parecendo um pouco absurdo, manter os contornos clássicos das músicas seguidos de um "remix" com batidas modernas, parecendo que estamos de volta ao "Moulin Rouge".

Será um filme para os Romanticos, embora quem não o seja também possa encontrar momentos bastante agradaveis, embora em certos momentos o filme morra um pouco, principalmente em alturas em que entra a personagem Raoul de Chagny. O desempenho dos actores é bastante agradável de salientar principalmente o desempenho feminino de Emmy Rossum (tem asas para voar) e das sempre fantásticas Minnie Driver e Miranda Richardson. Na interpretação masculina a vantagem vai toda para Gerard Butler ( o fantasma) que rouba qualquer cena a qualquer outro actor. Uma ultima palavra para Schumacher que sabendo das suas limitações, não inventou e fez a coisa, mais ou menos certa, sendo o seu melhor momento um momento intimista de Emmy Rossum.

Mais não revelo, porque ppodia estragar as coisas Não é um filme emenso, mas vale bem o dinheirinho.

7.5

3 Comments:

At 3:55 da tarde, Blogger susana said...

Já vi que é uma pessoa sensível , raros são os homens que gostaram deste filme!Tive sérios problemas quando o fui ver, porque no fim caiu-me tudo em cima!Eu gostei bastante, aliás gosto de ópera já vi algumas como: O barbeiro de sevilha, O exilir do mar e Belfast!

 
At 3:56 da tarde, Blogger susana said...

queria dizer " o exilir do amor"..sorry

 
At 4:24 da tarde, Blogger MPB said...

:D Eu ponho a questão de outra forma, acho que poucos são os homens que têm a coragem de dizer que gostam deste tipo de filmes :D Porque na verdade muitos devem ter gostado, mas têm que dar aquele lado de quem gosta de filmes de carros e de miudas de bikini :D

Cumprimentos

 

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